Bertin se compromete com causa da Amazônia
A Bertin S.A. anunciou, através de comunicado à imprensa, que não comprará mais gado de fazendas onde tenham ocorrido desmatamentos. A decisão da empresa – uma das maiores produtoras e exportadoras de produtos de origem animal da América Latina – passou a vigorar desde 10 de agosto deste ano. Além disso, a companhia ainda declarou estar «comprometida em excluir de sua lista de fornecedores propriedades rurais envolvidas com trabalho escravo, violência agrária, grilagem de terras e invasão de Terras Indígenas e Unidades de Conservação».
Ainda de acordo com a nota, o compromisso da Bertin com o fim do desmatamento na Amazônia provocado pela pecuária veio depois de duas reuniões: uma de quatro horas e a outra de quase sete horas com representantes do Greenpeace. Durante os encontros, as partes afinaram suas visões sobre o papel que os frigoríficos podem desempenhar no combate à derrubada da floresta amazônica e discutiram critérios para implementar esta política.
A Bertin garantiu que num prazo de seis meses terá capacidade de rastrear o gado das fazendas de engorda, responsáveis pelo fornecimento direto para o abate. Quanto ao resto da cadeia produtiva do gado, as fazendas de cria de bezerros e recria de garrotes, a empresa acredita que em dois anos terá capacidade de rastreá-las, estendendo o controle sobre o gado que chega até suas plantas.
“A responsabilidade ambiental é cada vez mais relevante para que uma empresa como a nossa consiga manter, e ampliar, seus espaços nos mercados interno e externo de produtos bovinos”, disse Fernando Bertin, presidente da Bertin. “Nós hoje estamos dando um passo fundamental e em seis meses, seremos capazes de rastrear nossos fornecedores diretos para assegurar sua adesão à esta política”.







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