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Exportações de couros movimentaram Us$ 302,74 milhões até fevereiro
0As exportações brasileiras de couros e peles registraram US$ 302,74 milhões no primeiro bimestre, crescimento de 29% em comparação a 2010 e 104% maior do que 2009, embora 16% abaixo do apurado em 2008, ano da crise internacional.
A receita obtida em fevereiro foi de US$ 161,6 milhões, aumento de 15% em relação a janeiro, 23% superior ao mesmo mês do ano passado e 116% ante 2009. A indústria curtidora embarcou 2,37 milhões de couros bovinos, volume 4% maior do que fevereiro de 2010 e elevação de 61% ante o segundo mês do ano anterior.
O cálculo é do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base no balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior.
“O perfil da exportação brasileira em receita foi da ordem de 75% de produtos acabados, os de maior valor agregado, e 67% em volume de couros acabados e crust. Os principais importadores do produto brasileiro foram a China e Hong Kong, seguidos pela Itália e Estados Unidos”, informa o Relatório do CICB.

Fonte: Secex/MDCI/CICB
De acordo com a análise mensal da entidade, os preços médios dos couros exportados em fevereiro estão acima da média de 2010, mas, ainda, abaixo dos valores médios de 2008.
China e Hong Kong, Itália e Estados Unidos são os principais destinos do couro nacional; Brasil também aumenta embarques para Indonésia, Portugal, República Tcheca e Hungria
No primeiro bimestre, os principais mercados do couro brasileiro foram a China e Hong Kong, com US$ 94,94 milhões (31,4% de participação e crescimento de 21%); Itália, com US$ 67,66 milhões (22,3% de participação e elevação de 16%); Estados Unidos, com US$ 36,43 milhões (12%, aumento de 56%); e Coréia do Sul, com US$ 11,55 milhões (3,8% e salto de 182%).
No acumulado de 2011, México (US$ 9,88 milhões, aumento de 48%), Alemanha (US$ 9,37 milhões, incremento de 38%), Noruega (US$ 6,55 milhões, 136%), Taiwan (US$ 6,4 milhões, elevação de 86%), Indonésia (US$ 5,68 milhões, 14%) e Holanda (US$ 5 milhões, 13%) foram outros importantes destinos das exportações brasileiras. Também elevaram as aquisições de couros Portugal (US$ 4,38 milhões), República Tcheca (US$ 4,1 milhões) e Hungria (US$ 3 milhões).
Entre outras nações que cresceram as compras do produto nacional, figuram o Uruguai (US$ 1,75 milhão), a Espanha (US$ 1,6 milhão) e a Turquia (US$ 1,15 milhão).

Fonte: Secex/MDCI/CICB
O balanço das vendas externas de couros dos estados brasileiros no primeiro bimestre de 2011 ante o mesmo período do ano passado destaca a liderança de São Paulo como maior exportador nacional (US$ 72 milhões), seguido pelo Rio Grande do Sul (US$ 69,33 milhões), Paraná (US$ 35,14 milhões, 11,6% e 60%) e Ceará (US$ 30,88 milhões).
Os demais estados são Bahia (US$ 18,65 milhões), Minas Gerais (US$ 17,55 milhões), Goiás (US$ 15,8 milhões), Mato Grosso do Sul (US$ 12,35 milhões), Mato Grosso (US$ 12,2 milhões), Maranhão (US$ 6,26 milhões) e Pará (US$ 5,88 milhões).
Bertin se compromete com causa da Amazônia
0A Bertin S.A. anunciou, através de comunicado à imprensa, que não comprará mais gado de fazendas onde tenham ocorrido desmatamentos. A decisão da empresa – uma das maiores produtoras e exportadoras de produtos de origem animal da América Latina – passou a vigorar desde 10 de agosto deste ano. Além disso, a companhia ainda declarou estar «comprometida em excluir de sua lista de fornecedores propriedades rurais envolvidas com trabalho escravo, violência agrária, grilagem de terras e invasão de Terras Indígenas e Unidades de Conservação».
Ainda de acordo com a nota, o compromisso da Bertin com o fim do desmatamento na Amazônia provocado pela pecuária veio depois de duas reuniões: uma de quatro horas e a outra de quase sete horas com representantes do Greenpeace. Durante os encontros, as partes afinaram suas visões sobre o papel que os frigoríficos podem desempenhar no combate à derrubada da floresta amazônica e discutiram critérios para implementar esta política.
A Bertin garantiu que num prazo de seis meses terá capacidade de rastrear o gado das fazendas de engorda, responsáveis pelo fornecimento direto para o abate. Quanto ao resto da cadeia produtiva do gado, as fazendas de cria de bezerros e recria de garrotes, a empresa acredita que em dois anos terá capacidade de rastreá-las, estendendo o controle sobre o gado que chega até suas plantas.
“A responsabilidade ambiental é cada vez mais relevante para que uma empresa como a nossa consiga manter, e ampliar, seus espaços nos mercados interno e externo de produtos bovinos”, disse Fernando Bertin, presidente da Bertin. “Nós hoje estamos dando um passo fundamental e em seis meses, seremos capazes de rastrear nossos fornecedores diretos para assegurar sua adesão à esta política”.
Novo convênio para indicação de procedência do couro
0A Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (AICSul) apresentou, no dia 22 de fevereiro, as ações contempladas no Convênio de Apoio à Gestão da Indicação de Procedência no Vale do Sinos, firmado entre Sebrae e AICSul.

Moacir Berger, presidente de AICSul
O projeto foi desenvolvido pela associação, respondendo à encomenda de projetos lançada pelo Sebrae Nacional para as Indicações Geográficas já registradas ou depositadas no INPI.
São contempladas ações para a melhoria da gestão dos processos, sustentabilidade e promoção da IP. O coordenador executivo do programa, Álvaro Flores, destaca que serão investidos R$ 464 mil, sendo R$ 200 mil aportados pelo Sebrae e o restante através da AICSul e dos participantes do programa.
Iniciada em 2004 pela AICSul, a Indicação de Procedência do Couro Acabado do Vale do Sinos foi estruturada por um grupo de curtumes ligados à AICSul, mas que pode ser utilizada por todas as empresas que acabam e utilizam couro em 44 municípios que fazem parte da área geográfica definida no programa.
SUSPENSÃO DA 7ª FEBRAC
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Em cumprimento e colaboração ao decreto da Prefeitura Municipal de Nova Serrana e do Ministério Público, informamos que a 7ª Febrac – Feira de Máquinas e Componentes para Calçados – não será realizada entre os dias 26 e 28 de agosto.
A suspensão da feira se deve aos cuidados dos órgãos públicos para evitar o contágio do vírus da Gripe A (H1N1). Sendo assim, lamentamos o ocorrido e deixamos claro a todos os visitantes e expositores da 7ª Febrac que assim que tivermos nova data de realização do evento, iremos prontamente comunicá-la.
Inaugurada fábrica de adubo orgânico com resíduo de couro
0Foi inaugurada em Portão, no Rio Grande do Sul, a primeira fábrica da América Latina a transformar resíduo de couro em adubo orgânico nitrogenado. A Ilsa Brasil, empresa de capital ítalo-brasileiro, tem capacidade instalada para receber até 35 mil toneladas ao ano de resíduos dos setores de couro e calçados, o que equivale à totalidade dos resíduos gerados por esse segmento no Estado. Esse material permite a produção de cerca de 20 mil toneladas de adubo.

Francisco Gomes
Foram investidos R$ 10 milhões na unidade. O Rio Grande do Sul foi escolhido para receber a primeira unidade em razão da concentração de fábricas de couro e calçados nos municípios do Vale dos Sinos. Porém, em dois anos a empresa planeja implantar uma nova fábrica no Centro do país. A Ilsa começou a operar em Verona em 1956 e, em 1979, se transferiu para Arzignano, região de curtumes na Itália. No ano passado, exportou sua produção para 31 países.
O diretor da Ilsa na Itália, Paolo Girelli, afirmou que o investimento no
Brasil é o início de uma grande jornada, “porque sabemos da importância deste país na área do couro. Os primeiros contêineres de fertilizante produzido aqui já estão chegando à Itália, onde contribuirão para uma grande demanda europeia por fertilizantes orgânicos”. Observou ainda que “em breve estes produtos estarão beneficiando também a agricultura brasileira”.
O presidente da AICSul, Francisco Gomes, destacou o pioneirismo ambiental do setor coureiro. “Para que se tenha uma idéia, as indústrias do couro gaúchas dispendem em média um por cento do seu faturamento bruto em tratamento de efluentes, o que representa 20 milhões de reais ao ano”. Neste sentido, sugeriu que outros setores, e principalmente do setor público, atuem de forma mais efetiva na preservação do meio ambiente. Acrescentou que “estamos vendo mais um exemplo da capacidade do setor de gerar soluções ecologicamente corretas. A Ilsa Brasil é uma inteligente aliança ítalo-brasileira, trazendo ao país uma tecnologia que permite a transformação de resíduos do couro em fertilizantes orgânicos, não mais gerando passivo ambiental nas empresas do setor”.
Torvaldo Marzzolla Filho, presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiergs, sublinhou que “aqui está sendo materializado um sonho de fazer do resíduo do couro, hoje um problema ambiental, um produto nobre, que é um fertilizante de alta qualidade”. Adicionou que o início das atividades da Ilsa Brasil “é uma conquista que reforça a vocação tecnológica da indústria gaúcha”. Ressaltou ainda que o adubo aqui produzido será um passo decisivo para o crescimento da indústria gaúcha de fertilizantes, viabilizando a substituição de importações.
Lamentando que Portão está sofrendo com a crise do setor coureiro, o prefeito deste município, Elói Besson, manifestou sua convicção de que esta coragem de investir, evidenciada pela Ilsa, é uma demonstração de que esta crise será superada.
A governadora Yeda Crusius, cuja presença na solenidade estava prevista, acabou cancelando sua vinda. Foi representada pelo secretário estadual do Meio Ambiente, deputado Berfran Rosado, que qualificou o início das atividades da Ilsa Brasil como um exemplo para todas as cadeias produtivas. Recordou que a cadeia do couro e do calçado tem uma longa história de enfrentamento de dificuldades, vencendo obstáculos que garantem emprego e renda aos gaúchos. Identificou a nova fábrica como a transformação de um problema em solução ambiental. Acrescentou que o governo gaúcho se orgulha de ser parceiro ativo neste processo e “fizemos isto porque para nós está claro que se trata de uma iniciativa exemplar na conquista da sustentabilidade da atividade econômica”.
Elivir Desiam novo presidente da Fenac
0O Conselho Administrativo da Fenac S/A aprovou por unanimidade o nome de Elivir Desiam para a presidência da empresa, durante reunião realizada nesta quinta-feira (18). Desiam, 49 anos, também conhecido como Toco, foi prefeito de Estância Velha por dois mandatos e vinha ocupando o cargo de diretor-executivo na Fenac, função que passa a ser exercida por Raul Hanauer.

Tarcisio Zimmermann Prefecto de Novo Hamburgo, Elivir Desiam, Director Presidente de Fenac, Raul Hanauer Director Ejecutivo y Francisco Gomes, Pres. Consejo.
“Vamos pautar o nosso trabalho na qualificação e no fortalecimento das parcerias com todos os setores e entidades da região, seja na indústria, no comércio e na área de serviços. Afinal de contas, a Fenac surgiu a partir dos anseios de toda a região. E é claro que vamos continuar fortalecendo as feiras já existentes no nosso calendário, além de projetar novos eventos”, afirmou Desiam. Ele assumiu o cargo em substituição a Ricardo Michaelsen, que solicitou a exoneração no dia 10 de novembro.
Na avaliação do prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann, que indicou o nome de Elivir Desiam para o cargo, a nova gestão será marcada pelo empreendedorismo e competência. “O Toco é um administrador extremamente competente, e também um profundo conhecedor do setor calçadista. Temos certeza de que fará uma gestão empreendedora na presidência da Fenac”, afirmou Zimmermann.






